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“Museu Têxtil do Futuro” transporta visitantes numa viagem pelo tempo (c/ vídeo)
21-06-2011
Para quem está habituado a visitar museus para conhecer o passado, seguindo a tradicional visita-guiada, uma ida ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, em Vila Nova de Famalicão, pode surpreender e até impressionar. É que a partir deste mês, o Museu oferece aos seus visitantes uma autêntica viagem no tempo, numa jornada que começa com o aparecimento das primeiras máquinas têxteis em Portugal em meados do século XIX, se prolonga até à realidade dos dias de hoje e àquilo que se prevê para o futuro da indústria têxtil.

A novidade surge na sequência do projecto “Museu Têxtil do Futuro” que foi apresentado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Famalicão e vereador da Cultura e Turismo Paulo Cunha, na abertura das Conferências da Primavera, que decorreu na passada sexta-feira. O projecto que foi desenvolvido pelo município famalicense em parceria com o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve) e o Centro de Computação Gráfica foi aprovado no âmbito de uma candidatura apresentada ao Programa Operacional Regional do Norte “O Novo Norte”, no eixo Património Cultural. Com um investimento total de 252 mil euros, o projecto recebeu uma comparticipação de cerca de 55 por cento, (138.547 mil euros).

Para Paulo Cunha “com este projecto pretende-se proporcionar aos visitantes uma mais correcta apreensão da história da indústria têxtil portuguesa, um melhor conhecimento da actual realidade industrial do sector e uma melhor noção do potencial que a indústria têxtil tem, nomeadamente na área dos têxteis técnicos e funcionais, através da apresentação de exemplos de aplicações têxteis em diferentes áreas tais como o vestuário técnico, a saúde, os transportes, têxteis lar, entre outros”.

Com recurso a ecrãs que utilizam modelos virtuais 3D e diversas animações, os visitantes assistem à evolução da indústria têxtil através dos tempos. Numa primeira fase, conhecem um conjunto de equipamentos das diferentes fases dos processos produtivos da têxtil e vestuário que foram utilizados nas empresas da região. De acordo com Paulo Cunha “o objectivo desta acção é tornar a demonstração do funcionamento das máquinas muito mais atractiva e interessante – não se pretende que os visitantes vejam apenas uma máquina “antiga” em funcionamento, pretende-se que estas demonstrações sejam algo de inovador, que mostrem não só o modo de funcionamento mas também que transporte os visitantes para o ambiente fabril e lhes mostre a evolução tecnológica ocorrida ao longo dos tempos”. Numa segunda fase, apresentam-se as empresas que são consideradas actualmente “casos de sucesso” na indústria têxtil e de vestuário. Com esta acção, pretende-se mostrar aos visitantes a dimensão e importância do sector e, ao mesmo tempo, cativar os jovens para esta actividade. Por fim, apresenta-se os têxteis em desenvolvimento para o futuro que terão diversas funcionalidades como anti-fogo, isolamento, respirabilidade, entre outras.

De acordo com o vice-presidente da autarquia famalicense, com este projecto o Museu da Indústria Têxtil assume “a vanguarda de uma nova forma de olhar os museus”. “Uma visão viva e dinâmica e não apenas como peças presas ao passado”, explicou. O autarca referiu ainda que “hoje os museus devem ser mais do que locais de revivalismo e nostalgia, mas devem servir também o futuro”. “É um novo enquadramento que queremos desenvolver”, assinalou. A sessão contou ainda com a presença de representantes dos parceiros Citeve e Centro de Computação Gráfica.

Refira-se que o Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave foi fundado em 1987 como um projecto de investigação em arqueologia industrial, com o objectivo de estudar o processo de ndustrialização desta região e contribuir para a preservação do seu património industrial.


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